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Grupos no LinkedIn: Para que servem (e porque muitos os utilizam mal)?

Porque transformar um grupo numa montra de promoção pode destruir o valor de toda a comunidade.


Introdução


Na sequência de um post recente onde abordei alguns comportamentos individuais no LinkedIn — e que gerou bastante discussão — decidi aprofundar o tema neste artigo.


Esse “post” acabou por gerar um interesse que ultrapassou largamente as minhas expectativas, com mais de 20.000 visualizações, dezenas de reações, comentários e algumas partilhas. Mais importante ainda foi a qualidade das opiniões partilhadas, que mostraram como este tema continua muito atual para quem utiliza o LinkedIn em contexto profissional.


Esse debate levou-me a pensar noutro comportamento que também observo com alguma regularidade nesta plataforma: a forma como muitos profissionais utilizam os grupos do LinkedIn.


Tal como acontece com as conexões individuais, também nos grupos encontramos, por vezes, abordagens que acabam por desvirtuar o verdadeiro propósito destas comunidades.


É precisamente sobre isso que gostaria de refletir neste artigo:


para que servem realmente os grupos do LinkedIn, que valor podem trazer aos seus membros e quais são algumas das boas — e más — práticas que frequentemente encontramos nestes espaços.


Antes de analisarmos algumas dessas práticas, talvez valha a pena começar por recordar qual foi, originalmente, o verdadeiro propósito da criação dos grupos no LinkedIn.


O potencial muitas vezes esquecido dos grupos


Os grupos do LinkedIn foram criados com um objetivo simples: reunir profissionais com interesses comuns para trocar conhecimento, experiências e ideias.


Quando funcionam bem, podem tornar-se espaços extremamente valiosos para:


partilhar experiências profissionais, discutir desafios do mercado, trocar perspetivas sobre temas específicos e aprender com a experiência de outros membros.


Num mundo profissional cada vez mais especializado, estas comunidades podem transformar-se em verdadeiros centros de conhecimento coletivo.

Infelizmente, nem sempre é isso que acontece.


O erro mais comum: transformar o grupo numa montra de promoção


Um dos comportamentos mais frequentes nos grupos do LinkedIn é a publicação de conteúdos claramente promocionais.


Alguns membros utilizam estes espaços para:


😡divulgar produtos ou serviços


😡promover diretamente a sua empresa


😡publicar links comerciais


😡transformar o grupo num canal de publicidade


O problema é que, quando muitos membros começam a fazer o mesmo, o grupo deixa rapidamente de cumprir o seu propósito original.


Em vez de um espaço de troca de ideias, transforma-se numa sequência de mensagens promocionais.

E quando isso acontece, algo previsível ocorre:


😡os membros deixam de participar.


Porque este comportamento destrói o valor da comunidade?


As comunidades profissionais vivem de um princípio simples: ➡️valor partilhado.


Quando os membros entram num grupo apenas para promover os seus próprios interesses, deixam de contribuir para esse valor coletivo.


O resultado é que: as discussões desaparecem, o interesse diminui, o grupo perde relevância


Em pouco tempo, a comunidade deixa de cumprir o objetivo para o qual foi criada.


O que fazem os membros que realmente retiram valor dos grupos?


Curiosamente, os profissionais que mais beneficiam da participação em grupos têm um comportamento muito diferente. Grupos no Linkedin para aumentar as Vendas B2B


Em vez de procurar visibilidade imediata, procuram


➡️contribuir para a comunidade.


Por exemplo:


✅partilham experiências profissionais


✅levantam questões relevantes


✅comentam ideias de outros membros


✅contribuem para discussões interessantes


Este tipo de participação gera algo fundamental: ➡️credibilidade.

E é muitas vezes essa credibilidade que, mais tarde, pode abrir portas a novas relações profissionais.


O papel do administrador


Outro elemento essencial para o bom funcionamento de um grupo é o papel do administrador.

Cabe-lhe garantir que as regras da comunidade são respeitadas e que o grupo mantém o seu propósito original.


Isto implica, por vezes:


👉moderar publicações


👉recusar conteúdos claramente promocionais


👉orientar os membros sobre o tipo de participação mais adequado


Embora nem sempre seja uma tarefa visível, esta moderação é muitas vezes essencial para preservar a qualidade da comunidade.


Um princípio que também se aplica às vendas B2B


Existe aqui um paralelismo interessante com o mundo das vendas B2B.


Tal como nas comunidades profissionais, também nas vendas complexas

a criação de valor precede muitas vezes a oportunidade comercial.


Primeiro constrói-se credibilidade, desenvolve-se uma relação, demonstra-se conhecimento e utilidade.


Só depois faz sentido falar de negócio.


Conclusão


Os grupos do LinkedIn continuam a ser uma ferramenta com grande potencial para quem procura aprender, partilhar conhecimento e desenvolver relações profissionais.


Mas para que esse potencial se concretize, é necessário que os membros compreendam algo fundamental:


um grupo não é um espaço de promoção individual.


➡️É uma comunidade.


E como acontece em qualquer comunidade profissional,

quanto maior for a qualidade das contribuições, maior será o valor que todos podem retirar dela.


Talvez por isso valha a pena recordar um princípio simples:


Nos grupos do LinkedIn, tal como nas vendas B2B, quem mais contribui é normalmente quem mais ganha.


Espero que este artigo possa ajudar a aumentar a credibilidade atual dos Grupos no Linkedin.

Da minha parte marcamos encontro no próximo artigo!


Até lá, desejo-lhe,


Excelentes Negócios!


Cumprimentos,


Jorge Conceição


PS: leia outros artigos sobre Vendas B2B clicando neste link abaixo:

Blogue sobre Vendas B2B